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Termos Mais Buscados

Melasma

Hiperpigmentação melánica adquirida, crônica e recorrente, que afeta predominantemente a face. Caracteriza-se por manchas simétricas de coloração marrom-acinzentada, resultado de hiperatividade melanocítica local mediada por estrogênio, progesterona, radiação ultravioleta (UVA/UVB) e luz visível, com envolvimento comprovado de fatores vasculares (aumento da vascularização dérmica via VEGF). Histologicamente apresenta hiperpigmentação epidérmica, dérmica ou mista. Outras Informações: O melasma é uma condição crônica de altíssima recorrência — o tratamento mantém, mas raramente cura definitivamente. A fotoproteção não é opcional, é estrutural. A variante dérmica responde pior a despigmentantes tópicos. O diagnóstico com lâmpada de Wood diferencia padrão epidérmico (realça) do dérmico (não realça). O impacto psicossocial é significativo, especialmente em mulheres jovens de fototipos altos.

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Dermatite Atópica

Doença inflamatória crônica, recidivante e pruriginosa da pele, com forte componente genético e imunológico. Caracteriza-se por disfunção da barreira cutânea (deficiência de filagrina, alteração de ceramidas), hiperativação do eixo Th2 (IL-4, IL-13, IL-31 — responsável pelo prurido) e disbiose cutânea com predominância de Staphylococcus aureus. É o componente cutâneo da 'marcha atópica' (dermatite → rinite → asma). Outras Informações: A chegada do dupilumabe representou uma revolução no tratamento da dermatite atópica grave — taxas de remissão de 50–60% em 16 semanas. A 'marcha atópica' não é inevitável; o tratamento precoce e rigoroso da barreira cutânea em lactentes pode reduzir a progressão para asma. A dermatite atópica está associada a aumento de risco de depressão e ansiedade em adultos.

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Rosácea

Dermatose inflamatória crônica multifatorial que acomete a pele centrofacial de adultos, caracterizada por episódios de flushing, eritema persistente, telangiectasias, pápulas e pústulas inflamatórias, e em casos graves, fimatose (rinofima). Envolve desregulação neurovascular, disfunção da barreira cutânea, hiperexpressão de catelicidina (LL-37) e disbiose cutânea com participação do ácaro Demodex folliculorum. Outras Informações: A rosácea é frequentemente subdiagnosticada ou confundida com acne, especialmente em fototipos mais altos onde o eritema é menos evidente. O uso inadequado de corticoides tópicos na face pode desencadear e agravar drasticamente o quadro (rosácea esteroidal de difícil controle). Cremes à base de silicone e cosméticos isentos de álcool, fragâncias e mentol são recomendados. O impacto emocional e social é considerável.

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Carcinoma Basocelular

Neoplasia maligna mais frequente do ser humano, originada dos queratinócitos basais da epiderme e do epitélio folicular. Raramente metastatiza (

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Psoríase

Doença inflamatória crônica imunomediada, de base genética, que afeta primariamente a pele, articulações e mucosas. A patogênese envolve hiperativação do eixo imune Th1/Th17 com produção excessiva de TNF-α, IL-17 e IL-23, resultando em hiperproliferação de queratinócitos (o ciclo celular reduz de 28 para 3–5 dias), com formação de placas eritematodescamativas características. Acomete cerca de 2–3% da população mundial. Outras Informações: A psoríase é muito mais que uma doença de pele — é considerada uma doença sistêmica inflamatória com risco cardiovascular aumentado. Pacientes com psoríase moderada a grave têm maior incidência de síndrome metabólica, diabetes tipo 2, hipertensão e depressão. O estigma social é devastador e deve ser abordado no cuidado integral.

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Melanoma Maligno

Neoplasia maligna originada dos melanócitos, com altíssimo potencial de metastatização para linfonodos, pulmão, fígado, cérebro e ossos. Representa apenas 3–5% dos cânceres de pele, mas é responsável por 75% das mortes relacionadas a neoplasias cutâneas. A patogênese envolve mutações somáticas — BRAF V600E (em ~50% dos casos), NRAS (~20%), NF1 (~15%) — além de alterações cromossômicas induzidas por UV. Outras Informações: O prognóstico do melanoma é diretamente dependente da espessura tumoral (Breslow) no diagnóstico: melanomas in situ têm sobrevida em 10 anos de 99%; com Breslow >4 mm com metástase, cai para 10–15%. A detecção precoce é literalmente salvadora de vidas. A revolução terapêutica dos últimos 15 anos com BRAF/MEK e imunoterapia elevou a sobrevida em 5 anos do melanoma metastático de 5% para 40–50%.

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Vitiligo

Doença cutânea autoimune crônica caracterizada pela destruição seletiva de melanócitos epidérmicos por linfócitos T CD8+ autorreativos, mediada por interferon-gama (IFN-γ) e pela via JAK-STAT. Resulta em manchas acrômicas (ausência total de pigmentação) de bordas bem definidas. Acomete 0,5–2% da população mundial, sem predileção racial ou de sexo, embora o impacto estético seja maior em fototipos altos. Outras Informações: O vitiligo segmentar tem prognóstico diferente do não segmentar — progride rapidamente por meses e depois estabiliza, respondendo melhor ao tratamento cirúrgico. O impacto psicossocial do vitiligo é severo, especialmente em fototipos VI. A chegada dos inibidores JAK representa uma revolução no tratamento — repigmentação de 75–80% em casos respondedores com ruxolitinibe tópico.

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Extrato de Centella Asiática (Madecassoside / CICA)

Extrato da planta Centella asiatica (família Apiaceae), rica em triterpenos pentacíclicos — principalmente asiaticosídeo, madecassoside, ácido asiático e ácido madecássico. Com uso milenar na medicina ayurvédica e tradicional chinesa para cicatrização de feridas, os compostos ativos da centella têm mecanismos bem documentados: estimulam síntese de colágeno tipo I pelos fibroblastos (via TGF-β), inibem NF-κB (anti-inflamatório), fortalecem a barreira cutânea (estimulam produção de ceramidas e filagrina), e têm atividade antioxidante moderada. Outras Informações: A centella asiática ('CICA' na nomenclatura coreana — pele K-beauty) popularizou-se mundialmente pelo movimento da skincare coreana e tem base científica sólida para cicatrização. O madecassoside puro é o composto mais estudado — demonstra aumento de síntese de colágeno de 40% em fibroblastos cultivados. A centella asiática é um dos raros ativos cosméticos com evidência clínica para cicatrizes — estudo de Park (2012) demonstrou redução de largura e eritema em cicatrizes recentes com formulação a 0,1%.

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