O queloide resulta de produção excessiva e descontrolada de colágeno tipo III por fibroblastos hipersensíveis ao TGF-β em resposta a trauma cutâneo. Diferencia-se da cicatriz hipertrófica por ultrapassar as bordas da lesão original e não regredir espontaneamente. Mais frequente em afrodescendentes (15x mais que caucasianos), fototipos IV-VI e locais de risco (pré-esternal, deltóide, lóbulo auricular). Tratamento: corticoides intralesionais (triancinolona — primeira linha), 5-fluorouracil intralesional, laser vascular, silicone em gel/placa, radioterapia superficial pós-excisão (80-90% de sucesso para queloides resistentes). A excisão isolada tem recidiva de ~100% — sempre combinar com tratamento adjuvante.
Fonte: Clínica Dermatológica Santa Catarina