A alopecia induzida por quimioterapia (AIQ) acomete cerca de 65% dos pacientes submetidos à quimioterapia e é considerada a condição mais perturbadora do tratamento por 88% das mulheres. Depende do tipo de agente quimioterápico, dose, perfil farmacocinético e fatores individuais. Agentes com maior risco: inibidores da topoisomerase (60-100%), taxanos (>80%), agentes alquilantes (>60%). O principal mecanismo é o Eflúvio Anágeno — comprometimento do folículo anágeno (90% dos fios) com produção de hastes distróficas. A queda inicia entre a 2ª e 3ª semana após a quimioterapia, com repilação em 3-6 meses após o término. A AIQ Persistente (AIQP) pode ocorrer em 14-30% dos casos.
Fonte: Dra. Adriana Braz — Dermatologista SBD, RQE 7585