Definição Científica
Forma orgânica e biodisponível do silício (Si) — elemento mais abundante da crosta terrestre — que, diferente do silício inorgânico (areia), é absorvido pelo organismo. O ácido ortosilícico (Si(OH)4) é a forma predominante no plasma humano. Na pele, o silício é cofator na síntese de colágeno (prolil-4-hidroxilase, lisil-oxidase) e tem papel documentado na mineralização óssea e formação de cartilagem. Os teores dérmicos de silício decrescem com o envelhecimento. Formas usadas em cosméticos e suplementos: ácido ortosilícico estabilizado com colina (CH-OSA — forma de maior biodisponibilidade estudada) e silício orgânico vegetal (extrato de Equisetum arvense).
Outras Informações:
O estudo de Barel (2005) — duplo-cego, randomizado, 20 semanas, n=50 — demonstrou melhora significativa de rugosidade e elasticidade cutânea com CH-OSA 10 mg/dia comparado a placebo. É um dos poucos estudos de suplementação cosmética com metodologia rigorosa. O Equisetum arvense (cavalinha) é a maior fonte vegetal de silício — contém até 25% de sílica em peso seco, mas a biodisponibilidade do silício vegetal varia conforme a espécie e forma de extração.
Causas e Fatores de Risco
- Indicações: cosméticos capilares (fortalecimento capilar), antienvelhecimento, suplementação para cabelo, pele e unhas
- Perfil de segurança: bom em concentrações usuais; silício inorgânico em pó inalado = sílica (silicose pulmonar — diferente do silício oral cosmético)
Sintomas e Manifestações
- Não causa sintomas por deficiência evidente na pele
- Efeitos adversos raros em doses usuais
Como a Clínica Santa Catarina Aborda?
- CH-OSA oral (10 mg de ácido ortosilícico/dia): estudo clínico demonstrou melhora de elasticidade cutânea e resistência do cabelo
- Extrato de Equisetum arvense em cosméticos capilares — fonte vegetal de silício
- Uso tópico: limitado pelo tamanho molecular e penetração
Quando procurar o médico?
Não requer avaliação médica para uso cosmético.
- Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)