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Oncologia Cutânea

Nevo Displásico

Definição Científica

Lesão melanocítica adquirida com características clínicas e histológicas atípicas, que não preenchem critérios diagnósticos para melanoma mas apresentam graus variáveis de displasia (leve, moderada, grave). Funcionam como marcadores de risco aumentado para melanoma — tanto como potenciais lesões precursoras quanto como indicadores de fenótipo de risco. Histologicamente mostram proliferação melanocítica lentiginosa atípica com arquitetura em 'ombro' (shoulder pattern).

Outras Informações:
A relação entre nevo displásico e melanoma é complexa. A maioria dos melanomas surge 'de novo' (sem nevo precursor), mas pacientes com múltiplos nevos displásicos têm risco de melanoma 10–20x maior que a população geral. A dermoscopia digital com acompanhamento longitudinal é a estratégia mais eficaz para detecção precoce de transformação maligna.

Causas e Fatores de Risco

- Predisposição genética (síndrome do nevo displásico familiar — mutações CDKN2A)
- Exposição solar cumulativa e queimaduras solares
- Fenótipo de risco: pele clara, olhos claros, sardas
- Número elevado de nevos comuns (>50)
- Imunossupressão
- Histórico familiar de melanoma

Sintomas e Manifestações

- Lesão pigmentada de 5–15 mm com bordas irregulares e esfumaçadas
- Coloração variegada: tons de marrom misturados com rosado ou acinzentado
- Superfície irregular com componente macular e papular
- Localização preferencial: tronco e membros, áreas normalmente cobertas
- Múltiplos em síndrome do nevo displásico (dezenas a centenas)
- Evolução lenta, mas qualquer mudança rápida é sinal de alerta

Como a Clínica Santa Catarina Aborda?

- Excisão cirúrgica com estudo histopatológico — nevos atípicos grau moderado a grave
- Seguimento dermoscópico digital periódico (a cada 3–6 meses) — nevos leve displasia sem mudança clínica
- Fotografias de mapeamento corporal total em pacientes com síndrome do nevo displásico
- Fotoproteção rigorosa como medida preventiva

Quando procurar o médico?

Todo nevo com assimetria, bordas irregulares, múltiplas cores, diâmetro >6mm ou qualquer alteração recente deve ser avaliado com dermoscopia por dermatologista. Pacientes com síndrome do nevo displásico requerem acompanhamento semestral.

Referências / Fontes: - Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM)
- Azulay, R.D. — Dermatologia, 7ª ed., Guanabara Koogan
- Dermatologia Clínica: Princípios e Práticas — Quipá Editora, 2024, Cap. 11
- Elder DE — 'Dysplastic naevi: an update', Histopathology, 2010

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