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Procedimentos

Fototerapia UVB de Banda Estreita

Definição Científica

Modalidade de fototerapia que utiliza lâmpadas fluorescentes emitindo comprimento de onda específico de 311–313 nm (UVB de banda estreita — NB-UVB), identificado como o espectro com maior eficácia terapêutica e menor risco eritematogênico e carcinogênico do espectro UVB completo (280–315 nm). Age por imunossupressão local (reduz linfócitos T dérmicos, depleção de células de Langerhans), induação de apoptose de células T patogênicas e, no vitiligo, estimulação de melanócitos residuais e migração folicular.

Outras Informações:
A UVB de banda estreita (311 nm) substituiu o PUVA como fototerapia de primeira linha para a maioria das dermatoses por ter eficácia comparável com melhor perfil de segurança (ausência de psoraleno sistêmico, sem risco de catarata, sem contraindicação em gestantes). Disponível no SUS em hospitais de referência. O não acesso à fototerapia é um dos principais obstáculos ao tratamento do vitiligo e psoríase moderada no Brasil.

Causas e Fatores de Risco

- Não há causas — é modalidade terapêutica
- Contraindicações: lúpus eritematoso, xeroderma pigmentoso, uso de fármacos fotossensibilizantes, histórico de fototoxicidade grave
- Risco teórico de carcinogênese com exposição cumulativa muito elevada (menor que PUVA)

Sintomas e Manifestações

- Efeitos adversos esperados: eritema pós-sessão (dose ajustada abaixo do MED), ressecamento cutâneo, prurido transitório

Como a Clínica Santa Catarina Aborda?

- Indicações principais: psoríase em placas moderada a grave, vitiligo (maior evidência), micose fungoide, dermatite atópica grave, eczema crônico, prurido aquagênico, pitiríase liquenoide
- Protocolo: 2–3 sessões/semana, iniciando em MED (dose eritematosa mínima) e aumentando progressivamente
- Resposta: psoríase — 70–80% de PASI75 em 30–40 sessões; vitiligo — repigmentação gradual em 6–24 meses de tratamento
- Disponível no SUS em centros de referência

Quando procurar o médico?

Indicação e prescrição exclusivamente médica. Requer avaliação do fototipo, histórico de doenças fotossensíveis e contraindicações antes de iniciar.

Referências / Fontes: - Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) — Protocolos de Fototerapia
- Ministério da Saúde — PCDT Psoríase e Vitiligo
- Caderno de Atenção Básica Nº 9 — Dermatologia, MS, 2002
- Azulay, R.D. — Dermatologia, 7ª ed., Guanabara Koogan

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