Definição Científica
Procedimento que utiliza corrente elétrica de alta frequência para coagular e destruir tecido cutâneo de forma controlada. A corrente elétrica gera calor por resistência tissular (efeito Joule), desnaturando proteínas e obliterando vasos. Diferente da eletrocirurgia (que corta com onda pura sinusoidal), a eletrocoagulação usa onda modulada que produz mais calor com menos corte. Amplamente utilizada para pequenas lesões benignas cutâneas, hemostasia cirúrgica e verrugas.
Outras Informações:
A regra de ouro: nunca destruir lesão sem diagnóstico confirmado ou razoável confiança clínica. Lesões destruídas sem diagnóstico histológico podem ocultar carcinomas — especialmente CBC e CEC que podem simular lesões benignas. Em lesões suspeitas, a excisão com biópsia é preferível à eletrocoagulação destrutiva. Para fibromas moles e moluscos em crianças, a eletrocoagulação com anestesia tópica prévia é procedimento rápido e eficaz.
Causas e Fatores de Risco
- Contraindicações: marca-passo cardíaco (algumas formas), gravidez na região abdominal/pélvica
- Risco de cicatriz em peles de fototipo alto se temperatura excessiva
- Risco de infecção se assepsia inadequada
Sintomas e Manifestações
- Procedimento cirúrgico — não causa condição clínica
- Pós-procedimento: crosta, eritema, eventual hipopigmentação residual em fototipos altos
Como a Clínica Santa Catarina Aborda?
- Indicações: verrugas, molusco contagioso, ceratoses seborreicas, queratoses actínicas, pequenas telangiectasias, angiomas, fibromas moles, hemangiomas superficiais
- Bipolar vs. monopolar: bipolar — maior precisão para lesões pequenas; monopolar — lesões maiores com placa dispersiva
Quando procurar o médico?
Procedimento médico ou de profissional habilitado. Diagnóstico correto da lesão antes da destruição é obrigatório — jamais destruir lesão sem diagnóstico.
- Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
- Dermatologia Clínica: Princípios e Práticas — Quipá Editora, 2024, Cap. 13