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Condições Clínicas

Alopecia Frontal Fibrosante (AFTF)

Definição Científica

Forma de alopecia cicatricial linfocítica do espectro do Líquen Plano Pilar (LPP), caracterizada por recessão progressiva e simétrica da linha de implantação frontotemporal com fibrose perifolicular irreversível. Descrita pela primeira vez em 1994 por Kossard, a AFTF teve aumento dramático de incidência nas últimas décadas — epidemia de causa ainda debatida. A destruição do bulge folicular por infiltrado linfocítico CD8+ é o mecanismo final comum. Atinge predominantemente mulheres pós-menopausa mas casos em jovens e homens são crescentes.

Outras Informações:
A AFTF tornou-se a alopecia cicatricial mais prevalente nas consultas de tricologia no mundo ocidental — incidência aumentou 10 vezes entre 1990 e 2020. A perda de sobrancelhas é frequentemente o primeiro sinal percebido e pode preceder a recessão frontal em anos — toda mulher com perda de sobrancelhas bilaterais deve ter AFTF no diagnóstico diferencial. A associação com filtros UV físicos (TiO2, ZnO) em protetores solares faciais é hipótese investigada mas ainda não estabelecida como causa definitiva.

Causas e Fatores de Risco

- Autoimunidade folicular (espectro do LPP)
- Hipótese ambiental: filtros solares físicos (dióxido de titânio e óxido de zinco) em cosméticos faciais — dados epidemiológicos controversos mas objeto de pesquisa ativa
- Menopausa e alterações hormonais
- Produtos químicos alisantes e tratamentos capilares agressivos como gatilhos em predispostos
- Predisposição genética (casos familiares descritos)

Sintomas e Manifestações

- Recessão lenta e simétrica da linha frontal e temporal — milímetros por ano
- Perda de pelos de sobrancelhas (70–80% dos casos) — frequentemente sinal precoce
- Perda de cílios e pelos corporais (axilas, pubianos) em casos avançados
- Eritema perifolicular leve e descamação nas bordas ativas da recessão
- Faixa facial pálida adjacente à linha recessional — hipopigmentação por perda de melanócitos foliculares
- Ausência de orifícios foliculares nas áreas de recessão — cicatricial irreversível

Como a Clínica Santa Catarina Aborda?

- Hidroxicloroquina 200–400 mg/dia — primeira linha sistêmica mais prescrita
- Dutasterida oral (0,5 mg/dia) — evidência crescente para estabilização, especialmente em mulheres pós-menopausa
- Finasterida 2,5–5 mg/dia — alternativa à dutasterida
- Corticoides intralesionais na borda ativa
- Minoxidil tópico como adjuvante para fios remanescentes
- Doxiciclina anti-inflamatória
- Objetivo: DETER A PROGRESSÃO — folículos destruídos não se regeneram

Quando procurar o médico?

URGÊNCIA — qualquer mulher com recessão da linha frontal + perda de sobrancelhas deve ser avaliada por dermatologista tricologista imediatamente. Cada mês de atraso = folículos a mais destruídos permanentemente.

Referências / Fontes: - Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) — Alopecias Cicatriciais
- Azulay, R.D. — Dermatologia, 7ª ed., Guanabara Koogan
- Kossard S — 'Postmenopausal frontal fibrosing alopecia', Archives of Dermatology, 1994
- Dlova NC et al. — 'Frontal fibrosing alopecia in black South African women', BJD, 2013

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