Definição Científica
Alfa-hidroxiácido derivado da hidrólise de amêndoas amargas, com peso molecular maior que o ácido glicólico (152 Da vs. 76 Da), resultando em penetração cutânea mais lenta e gradual — propriedade que confere maior tolerabilidade mesmo em fototipos altos (IV–VI) e peles sensíveis. Além da ação queratolítica e esfoliante similar aos demais AHAs, o ácido mandélico apresenta atividade antibacteriana (inibe C. acnes por alteração da permeabilidade da membrana bacteriana) e despigmentante moderada. É quiral — o enantiômero L é mais ativo.
Outras Informações:
O ácido mandélico é o AHA de escolha para peelings em fototipos mais escuros (IV–VI) justamente por sua penetração lenta e menor risco de hiperpigmentação pós-inflamatória (PIH), que é um risco real dos peelings com ácido glicólico em peles escuras. A combinação ácido mandélico + ácido salicílico (peeling Jessner modificado) é um dos protocolos mais utilizados para acne em fototipos altos no Brasil.
Causas e Fatores de Risco
- Indicações: acne (especialmente em fototipos altos onde AHAs clássicos são mais irritantes), melasma, PIH, textura, oleosidade
- Fotossensibilizante leve — uso noturno preferencial com filtro solar diurno
- Menor irritação que ácido glicólico: primeira escolha em fototipos III–VI para peelings
Sintomas e Manifestações
- Efeitos adversos mínimos: leve ardor, eritema transitório, descamação discreta nas primeiras semanas
Como a Clínica Santa Catarina Aborda?
- Cosméticos: 5–10% uso diário noturno
- Peeling clínico: 20–50%, ideal para fototipos altos por menor risco de PIH pós-peeling
- Combinação com ácido salicílico (BHA) potencializa ação anticomedogênica e sebossupressora
Quando procurar o médico?
Peelings clínicos requerem avaliação médica. Em pacientes com acne inflamatória ativa ou melasma, protocolo dermatológico combinado tem maior eficácia.
- Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
- Markowski CA et al. — 'Mandelic acid in the treatment of facial hyperpigmentation'